Semana da Educação 2025 - Educação em Cruzo: Territorialidades, Heranças Culturais e Tecnologias
Período: 13/10/2025 a 17/10/2025
Período: 13/10/2025 a 17/10/2025
Ementa | Resumo
Educação em Cruzo: Territorialidades, Heranças Culturais e Tecnologias
Por isso que os nossos velhos dizem: Você não pode se esquecer de
onde você é e nem de onde você veio, porque assim você sabe quem você
é e para onde você vai. (Aílton Krenak)
Exu matou um pássaro ontem com uma pedra que só jogou hoje
(provérbio yorubá)
EMENTA:
A temática "Educação em Cruzo: Territorialidades, Heranças Culturais e Tecnologias" tem como intuito trazer à baila reflexões e inquietações sobre o tempo que nos toca. E este é um tempo de aceleração das transformações educacionais e dos impactos das tecnologias digitais; um cenário que, a despeito das certezas fabricadas pelo tecnosolucionismo, tem nos levado a um encolhimento do mundo, à redução do múltiplo ao unitário, a uma compressão de margens onde, em nome de um certo tipo de inovação e desenvolvimento social, diversas pedagogias vão sendo arrastadas pela corrente do esquecimento. Entretanto, os territórios existem - e neles, as autonomias existem. E assim, sentimos que ao percorrer as veredas que ainda possibilitam a educação ser múltipla, plural, transgressora e que se move na contra-corrente da inovação que procura negar a diferença, traremos para este ano uma temática que gira em torno das pedagogias que seguem criando, reinventando-se e reexistindo em meio às transformações sociais, políticas e tecnológicas que avançam na produção da monocultura humana.
Nesse esteio, o evento pretende colocar em discussão as complexas dinâmicas que, a um só tempo, moldam o presente e possibilitam vislumbrar futuros outros, movendo nossos sentidos para desvendar as tensões, contradições e desafios emergentes no que chamamos de "cruzo. Enraizados neste tempo presente-passado e presente-futuro, buscamos discutir as relações entre tecnologia e educação para além da mera celebração dos avanços nos aparatos tecnológicos. Visamos, outrossim, reconhecer que a tecnologia não é neutra e que ela produz efeitos nos modos de ser, pensar, estar, habitar e agir, estabelecendo padrões hegemônicos, pouco afeitos à heterogeneidade. Com isso, queremos problematizar e questionar criticamente os modos como a tecnologia impacta e é impactada pelo ethos das sociedades, com vista à construção de espaços educacionais que
promovam a equidade e a valorização da pluralidade de experiências e conhecimentos.
Assim, a Semana da Educação se move pelo sentimento de que os impasses advindos desse período de cruzo convidam a uma reflexão sobre o que se gostaria de preservar para as novas gerações. Quais seriam os saberes, valores, modos de pensar e de fazer que se quer preservar? Como poderiam se articular às novas tecnologias? Como nos lembra James Baldwin em entrevista à Nikki Giovanni, é importante que se pense nos jovens e que seja possível favorecer, entre eles e elas, o cultivo do que se entende como importante para a própria vida e para a convivência. Nessa direção, não se pode desconsiderar o papel dos saberes dos povos originários e afrodiaspóricos, reconhecendo as tecnologias que têm produzido. No que respeita aos saberes afrodiaspóricos, Beatriz do Nascimento (2006) chama atenção para o Quilombo não somente como uma recriação de África, mas como um modo de viver, construir história e suportes da vida nos diferentes territórios. Quais seriam os saberes educativos entretecidos ao longo do tempo?
A compreensão da terra enquanto identidade, cultura e comunidade não é uma novidade. Povos originários e afrodiaspóricos traçam suas gerações em comunhão com a sua terra há muito tempo. Essa íntima relação entre identidade e território pode ser ilustrada pela história de um pesquisador europeu do começo do século XX no território dos Hopi, contada por Ailton Krenak:
[...] Ele tinha pedido que alguém daquela aldeia facilitasse o
encontro dele com uma anciã que ele queria entrevistar.
Quando foi encontrá-la, ela estava parada perto de uma rocha.
O pesquisador ficou esperando, até que falou: Ela não vai
conversar comigo, não?. Ao que seu facilitador respondeu:
Ela está conversando com a irmã dela. Mas é uma pedra. E
o camarada disse: Qual é o problema?(Krenak, 2019, p. 11).
Também Krenak, em diálogo com Eduardo Viveiros de Castro, resgatou uma metáfora pertinente para pensarmos em ciências, conhecimentos e quem são aquelas e aqueles que criam e detém o saber - os conhecedores do conhecimento, portanto. Viveiros de Castro e Krenak falavam sobre a particularidade de cada partícula; isto é, o que cada sociedade, cada território, sustenta como elementos próprios em seu viver comunitário. Isso abre uma infinitude de possibilidades. Ou, nas palavras de Krenak: "os brancos estão
interessados na contabilidade do mundo: quanto mundo tem pra ele comer. E os povos indígenas estão interessados em quantos mundos eles podem criar." (2023)1. Nessa criação de mundos residem as heranças culturais e as leituras para educação, inovação e tecnologias. São frutos da vontade de ser e da negação de deixar de ser (MALDONADO, 2010). O que seriam tecnologias neste contexto? E inovação? Teria a modernidade digital o monopólio dessas ferramentas?
Ao tratarmos das tecnologias na Semana de Educação 2025, propomos um deslocamento conceitual: mais do que dispositivos digitais ou ferramentas de inovação, entendemos tecnologia como uma prática cultural, como um ethos. Isso implica considerar as formas pelas quais diferentes povos constroem, transmitem e atualizam saberes com base em outros modos de existir e produzir mundo. Tal perspectiva nos distancia do tecnosolucionismo que hegemoniza o debate contemporâneo, centrado na aceleração, no controle e na obsolescência programada, e nos aproxima de uma compreensão ampliada da técnica, como dimensão da vida e da comunidade.
Nesse sentido, problematizar as tecnologias é também discutir os seus efeitos sociais, pedagógicos e éticos. O uso irrestrito de plataformas digitais em contextos educativos, por exemplo, levanta questões sobre vigilância, privatização dos dados, padronização dos processos de ensino e apagamento das diferenças culturais e territoriais. Por trás da aparente neutralidade técnica, há projetos políticos que moldam o currículo, o tempo escolar, o corpo docente e discente, e as formas de ensinar, aprender e de estar-sendo no mundo. Portanto, as tecnologias não são apenas meios, mas também narrativas e regimes de verdade que demandam leitura crítica.
Frente a isso, perguntamos: que tecnologias queremos cultivar? Como as práticas educativas podem engendrar outras formas de inovação, que não se baseiem na negação do passado, mas na afirmação de heranças e resistências? Ao reconhecer tecnologias ancestrais, comunitárias e sustentáveis, propomos um reposicionamento político da educação. Um posicionamento que valorize as metodologias contra-hegemônicas e promova formas de aprendizagem que ressoem com os modos de vida dos povos historicamente silenciados.
1 Partículas Particulares - Ailton Krenak e Eduardo Viveiros de Castro - Conversa na rede https://www.youtube.com/watch?v=wp5NlnNE4BI
CRUZOS TEMÁTICOS:
1. Educação Territorial e Pedagogias da Resistência
Este cruzo temático tem como objetivo a reflexão e discussão sobre os saberes originários e afrodiaspóricos no campo da educação, emergindo pedagogias que suscitam uma educação múltipla, plural e transgressora.
2. O papel da educação nos cruzamentos entre a tecnologia e a vida Este cruzo temático busca problematizar e questionar criticamente os modos como a tecnologia impacta e é impactada pelo ethos das sociedades, com o fim de construir espaços educacionais que promovam a equidade e a valorização da pluralidade de experiências e conhecimentos, considerando as questões de saúde mental, as relações sociais e os desafios ambientais, impactados pelas tecnologias digitais na educação.
3. Culturas escolares: (des)encontros e memórias
Este cruzo temático propõe refletir sobre a escola como espaço histórico e afetivo, atravessado por temporalidades, conflitos e lembranças. Diferente de uma abordagem centrada nas práticas pedagógicas insurgentes nos territórios, este cruzo volta-se à cultura escolar como campo de reflexão sobre os processos formativos, os rituais institucionais e as marcas subjetivas que compõem o cotidiano escolar. A partir de uma perspectiva didática, filosófica e histórica, busca-se compreender como a escola se constitui, se transforma e é vivida por seus sujeitos, entre silenciamentos e reinvenções.
4. Ética, Plataformização e Governança Digital
Este cruzo temático visa problematizar e analisar criticamente os efeitos sociais, pedagógicos e éticos das tecnologias digitais na educação, da inteligência artificial, da plataformização da educação, bem como a crescente regulação imposta pelas tecnologias digitais, promovendo a discussão sobre a necessidade de uma governança digital que assegure a proteção de dados, a equidade no acesso e a manutenção da autonomia pedagógica.
Por isso que os nossos velhos dizem: Você não pode se esquecer de
onde você é e nem de onde você veio, porque assim você sabe quem você
é e para onde você vai. (Aílton Krenak)
Exu matou um pássaro ontem com uma pedra que só jogou hoje
(provérbio yorubá)
EMENTA:
A temática "Educação em Cruzo: Territorialidades, Heranças Culturais e Tecnologias" tem como intuito trazer à baila reflexões e inquietações sobre o tempo que nos toca. E este é um tempo de aceleração das transformações educacionais e dos impactos das tecnologias digitais; um cenário que, a despeito das certezas fabricadas pelo tecnosolucionismo, tem nos levado a um encolhimento do mundo, à redução do múltiplo ao unitário, a uma compressão de margens onde, em nome de um certo tipo de inovação e desenvolvimento social, diversas pedagogias vão sendo arrastadas pela corrente do esquecimento. Entretanto, os territórios existem - e neles, as autonomias existem. E assim, sentimos que ao percorrer as veredas que ainda possibilitam a educação ser múltipla, plural, transgressora e que se move na contra-corrente da inovação que procura negar a diferença, traremos para este ano uma temática que gira em torno das pedagogias que seguem criando, reinventando-se e reexistindo em meio às transformações sociais, políticas e tecnológicas que avançam na produção da monocultura humana.
Nesse esteio, o evento pretende colocar em discussão as complexas dinâmicas que, a um só tempo, moldam o presente e possibilitam vislumbrar futuros outros, movendo nossos sentidos para desvendar as tensões, contradições e desafios emergentes no que chamamos de "cruzo. Enraizados neste tempo presente-passado e presente-futuro, buscamos discutir as relações entre tecnologia e educação para além da mera celebração dos avanços nos aparatos tecnológicos. Visamos, outrossim, reconhecer que a tecnologia não é neutra e que ela produz efeitos nos modos de ser, pensar, estar, habitar e agir, estabelecendo padrões hegemônicos, pouco afeitos à heterogeneidade. Com isso, queremos problematizar e questionar criticamente os modos como a tecnologia impacta e é impactada pelo ethos das sociedades, com vista à construção de espaços educacionais que
promovam a equidade e a valorização da pluralidade de experiências e conhecimentos.
Assim, a Semana da Educação se move pelo sentimento de que os impasses advindos desse período de cruzo convidam a uma reflexão sobre o que se gostaria de preservar para as novas gerações. Quais seriam os saberes, valores, modos de pensar e de fazer que se quer preservar? Como poderiam se articular às novas tecnologias? Como nos lembra James Baldwin em entrevista à Nikki Giovanni, é importante que se pense nos jovens e que seja possível favorecer, entre eles e elas, o cultivo do que se entende como importante para a própria vida e para a convivência. Nessa direção, não se pode desconsiderar o papel dos saberes dos povos originários e afrodiaspóricos, reconhecendo as tecnologias que têm produzido. No que respeita aos saberes afrodiaspóricos, Beatriz do Nascimento (2006) chama atenção para o Quilombo não somente como uma recriação de África, mas como um modo de viver, construir história e suportes da vida nos diferentes territórios. Quais seriam os saberes educativos entretecidos ao longo do tempo?
A compreensão da terra enquanto identidade, cultura e comunidade não é uma novidade. Povos originários e afrodiaspóricos traçam suas gerações em comunhão com a sua terra há muito tempo. Essa íntima relação entre identidade e território pode ser ilustrada pela história de um pesquisador europeu do começo do século XX no território dos Hopi, contada por Ailton Krenak:
[...] Ele tinha pedido que alguém daquela aldeia facilitasse o
encontro dele com uma anciã que ele queria entrevistar.
Quando foi encontrá-la, ela estava parada perto de uma rocha.
O pesquisador ficou esperando, até que falou: Ela não vai
conversar comigo, não?. Ao que seu facilitador respondeu:
Ela está conversando com a irmã dela. Mas é uma pedra. E
o camarada disse: Qual é o problema?(Krenak, 2019, p. 11).
Também Krenak, em diálogo com Eduardo Viveiros de Castro, resgatou uma metáfora pertinente para pensarmos em ciências, conhecimentos e quem são aquelas e aqueles que criam e detém o saber - os conhecedores do conhecimento, portanto. Viveiros de Castro e Krenak falavam sobre a particularidade de cada partícula; isto é, o que cada sociedade, cada território, sustenta como elementos próprios em seu viver comunitário. Isso abre uma infinitude de possibilidades. Ou, nas palavras de Krenak: "os brancos estão
interessados na contabilidade do mundo: quanto mundo tem pra ele comer. E os povos indígenas estão interessados em quantos mundos eles podem criar." (2023)1. Nessa criação de mundos residem as heranças culturais e as leituras para educação, inovação e tecnologias. São frutos da vontade de ser e da negação de deixar de ser (MALDONADO, 2010). O que seriam tecnologias neste contexto? E inovação? Teria a modernidade digital o monopólio dessas ferramentas?
Ao tratarmos das tecnologias na Semana de Educação 2025, propomos um deslocamento conceitual: mais do que dispositivos digitais ou ferramentas de inovação, entendemos tecnologia como uma prática cultural, como um ethos. Isso implica considerar as formas pelas quais diferentes povos constroem, transmitem e atualizam saberes com base em outros modos de existir e produzir mundo. Tal perspectiva nos distancia do tecnosolucionismo que hegemoniza o debate contemporâneo, centrado na aceleração, no controle e na obsolescência programada, e nos aproxima de uma compreensão ampliada da técnica, como dimensão da vida e da comunidade.
Nesse sentido, problematizar as tecnologias é também discutir os seus efeitos sociais, pedagógicos e éticos. O uso irrestrito de plataformas digitais em contextos educativos, por exemplo, levanta questões sobre vigilância, privatização dos dados, padronização dos processos de ensino e apagamento das diferenças culturais e territoriais. Por trás da aparente neutralidade técnica, há projetos políticos que moldam o currículo, o tempo escolar, o corpo docente e discente, e as formas de ensinar, aprender e de estar-sendo no mundo. Portanto, as tecnologias não são apenas meios, mas também narrativas e regimes de verdade que demandam leitura crítica.
Frente a isso, perguntamos: que tecnologias queremos cultivar? Como as práticas educativas podem engendrar outras formas de inovação, que não se baseiem na negação do passado, mas na afirmação de heranças e resistências? Ao reconhecer tecnologias ancestrais, comunitárias e sustentáveis, propomos um reposicionamento político da educação. Um posicionamento que valorize as metodologias contra-hegemônicas e promova formas de aprendizagem que ressoem com os modos de vida dos povos historicamente silenciados.
1 Partículas Particulares - Ailton Krenak e Eduardo Viveiros de Castro - Conversa na rede https://www.youtube.com/watch?v=wp5NlnNE4BI
CRUZOS TEMÁTICOS:
1. Educação Territorial e Pedagogias da Resistência
Este cruzo temático tem como objetivo a reflexão e discussão sobre os saberes originários e afrodiaspóricos no campo da educação, emergindo pedagogias que suscitam uma educação múltipla, plural e transgressora.
2. O papel da educação nos cruzamentos entre a tecnologia e a vida Este cruzo temático busca problematizar e questionar criticamente os modos como a tecnologia impacta e é impactada pelo ethos das sociedades, com o fim de construir espaços educacionais que promovam a equidade e a valorização da pluralidade de experiências e conhecimentos, considerando as questões de saúde mental, as relações sociais e os desafios ambientais, impactados pelas tecnologias digitais na educação.
3. Culturas escolares: (des)encontros e memórias
Este cruzo temático propõe refletir sobre a escola como espaço histórico e afetivo, atravessado por temporalidades, conflitos e lembranças. Diferente de uma abordagem centrada nas práticas pedagógicas insurgentes nos territórios, este cruzo volta-se à cultura escolar como campo de reflexão sobre os processos formativos, os rituais institucionais e as marcas subjetivas que compõem o cotidiano escolar. A partir de uma perspectiva didática, filosófica e histórica, busca-se compreender como a escola se constitui, se transforma e é vivida por seus sujeitos, entre silenciamentos e reinvenções.
4. Ética, Plataformização e Governança Digital
Este cruzo temático visa problematizar e analisar criticamente os efeitos sociais, pedagógicos e éticos das tecnologias digitais na educação, da inteligência artificial, da plataformização da educação, bem como a crescente regulação imposta pelas tecnologias digitais, promovendo a discussão sobre a necessidade de uma governança digital que assegure a proteção de dados, a equidade no acesso e a manutenção da autonomia pedagógica.
Público
Alunos de Graduação
Alunos de Pós-Graduação
Professores da Educação Básica
Alunos de Pós-Graduação
Professores da Educação Básica
Transmissão Online (clique para ver os horários)
13/10/2025 - 09:00 às 22:00
13/10/2025 - 14:00 às 18:00
14/10/2025 - 14:00 às 18:00
15/10/2025 - 09:00 às 22:00
15/10/2025 - 14:00 às 18:00
16/10/2025 - 09:00 às 22:00
16/10/2025 - 14:00 às 18:00
17/10/2025 - 09:00 às 22:00
17/10/2025 - 14:00 às 18:00
13/10/2025 - 14:00 às 18:00
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17/10/2025 - 14:00 às 18:00
Organização
Patricia Aparecida do Amparo - EDM
João Francisco Migliari Branco - EDA
Mille Caroline Rodrigues Fernandes - EDA
Lívia de Araújo Donnini Rodrigues - EDM
João Francisco Migliari Branco - EDA
Mille Caroline Rodrigues Fernandes - EDA
Lívia de Araújo Donnini Rodrigues - EDM
Inscrições de participação: somente on line
de 24/09/2025 a 17/10/2025
ou enquanto houver vaga. Vagas limitadas.
Inscrição online encerrada.
Informações
Seção de Apoio Acadêmico
Telefone de contato: 3091-3574
Email de Contato: apoioacadfe@usp.br