BNCC – Base Nacional Comum Curricular

Sistematizar o ensino nas escolas brasileiras, desde o ensino infantil até o médio. Essa era a proposta, a princípio, prevista pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que lista as metas de ensino de cada uma das áreas: linguagens, matemática, ciências humanas e da natureza. A BNCC não possui um currículo fixo, mas se constitui teoricamente como uma ferramenta para orientar a elaboração de um currículo específico para cada unidade de ensino, considerando as características regionais, sociais e culturais.

De acordo com o especialista da BNCC, Marcos Neira, a discussão do currículo é importante, pois a projeção mais recente vem mostrando que os currículos de alguma maneira interferem na constituição da identidade dos sujeitos da educação. A escola deixa marcas nos alunos ao ensinar e deixar de ensinar certos assuntos e são essas marcas que determinam o tipo de sujeito que será formado.

Para a professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP), Cláudia Galian, é preciso pensar qual é a função específica da escola. “Se a gente considera que uma das funções da escola é garantir que os alunos desenvolvam uma possibilidade de entender o mundo em que eles vivem, para além daquilo que eles já sabem, é preciso que a gente discuta quais conhecimentos vão dar a possibilidade para esses alunos de entender a complexidade do mundo que vivem”, ressalta a professora.

A nova versão da proposta da Base Nacional Comum Curricular já está disponível no site do Ministério da Educação (MEC), e para comentar o assunto a Feusp convidou a professora Lisete Arelaro. De acordo com Arelaro, a nova proposta traz 652 páginas de sugestões de conteúdos, temas e focos, que caminham para a adoção de um conteúdo, mesmo tendo em vista a diversidade cultural presente no País.